A cobrança por informações verídicas ocorreu durante uma audiência realizada em novembro do ano passado. Nessa audiência, a validade da delação e os benefícios foram mantidos pelo ministro após Mauro Cid reafirmar todas as acusações contidas na delação.
O depoimento que estava em sigilo foi tornado público nesta quarta-feira após a Procuradoria-Geral da República denunciar Bolsonaro e mais 33 investigados no inquérito do golpe.
Durante a oitiva realizada em 21 de novembro de 2024, Moraes apontou que a Polícia Federal identificou diversas omissões e contradições nos depoimentos anteriores de Mauro Cid, incluindo a tentativa de minimizar as acusações contra Bolsonaro.
De acordo com as investigações da Operação Contragolpe, uma das reuniões da trama golpista aconteceu na casa do general Braga Netto, em Brasília, e contou com a participação de Cid.
Durante a audiência, o ministro enfatizou a importância de Mauro Cid prestar informações verdadeiras e destacou que novas contradições não seriam toleradas. Ele também alertou que o ex-ajudante de Bolsonaro poderia ter os benefícios da delação revogados se continuasse omitindo informações importantes.
Diante das pressões do ministro, Mauro Cid reafirmou todas as acusações contra os investigados e os benefícios da delação premiada foram mantidos. A audiência foi crucial para esclarecer pontos obscuros nas investigações e garantir a veracidade das informações apresentadas.
