JUSTIÇA – Ministério Público do Rio pede inclusão de ex-CEO da Hurb na lista vermelha da Interpol após prisão por uso de documento falso e risco à ordem pública.

Em um desdobramento jurídico sem precedentes, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou, na última sexta-feira, a inclusão de João Ricardo Mendes, ex-CEO da agência de viagens Hurb, na lista vermelha da Interpol. A medida também abrange o bloqueio de seu passaporte, em razão de sua recente fuga das autoridades brasileiras.

Considerado foragido desde a última quarta-feira, 7 de outubro, Mendes teve sua primeira prisão no último dia 5, no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no estado do Ceará. Na ocasião, ele foi detido por estar portando um documento falso e apresentar uma tornozeleira eletrônica que havia descarregado. Após a audiência de custódia, porém, acabou sendo liberado, o que levou a Justiça do Rio a decretar sua prisão preventiva apenas dois dias depois, em uma decisão proferida pelo juiz André Felipe Veras de Oliveira, da 32ª Vara Criminal.

O juiz justificou a decisão com a argumentação de que a ação era necessária diante do “evidente risco à ordem pública e à aplicação da lei penal”. Mendes enfrenta graves acusações, incluindo furto qualificado e adulteração de identificação de veículo. Essas denúncias foram apresentadas em maio de 2025, e o empresário estava em liberdade condicional até sua prisão recente no Ceará. Apesar das alegações contra ele, sua defesa manteve que o réu não teria descumprido medidas cautelares estabelecidas pela Justiça, o que complicou sua situação ainda mais.

A busca pela prisão de Mendes reflete a crescente preocupação das autoridades em preservar a integridade do sistema legal. A solicitação de inclusão na lista da Interpol representa uma tentativa de garantir que o ex-executivo não consiga escapar das responsabilidades legais que enfrenta. À medida que o caso avança, especialistas e a sociedade civil observam atentamente as reações do Judiciário e as implicações que esse incidente pode ter nas políticas de controle de crimes financeiros e na prevenção de foragidos da justiça. A situação de João Ricardo Mendes é um lembrete da complexidade que envolve o combate à criminalidade, especialmente em um cenário em que abusos e irregularidades podem levar indivíduos à fuga.

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