Essas prisões marcam o desfecho do inquérito policial militar que se encerrou em fevereiro, sendo as primeiras relacionadas ao caso. Além dos detidos, 38 militares estão enfrentando punições administrativas ligadas ao furto das armas. Durante as investigações, o Comando Militar do Sudeste chegou a manter cerca de 500 militares aquartelados em Barueri, em 2023.
O então diretor do Arsenal, tenente-coronel Rivelino Barata de Sousa Batista, foi exonerado de seu cargo, sendo substituído pelo coronel Mário Victor Vargas Júnior. A ausência das armas foi notada durante uma inspeção em outubro do ano passado, com o Exército alegando que o material havia sido recolhido para manutenção por ser considerado inservível.
Segundo as investigações, as armas furtadas teriam como destino negociações com facções criminosas em São Paulo, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), e no Rio de Janeiro, como o Comando Vermelho (CV). Apesar da polícia ter conseguido recuperar 19 das 21 armas, duas metralhadoras ainda estão desaparecidas.
O furto das armas é considerado o maior na história recente do Exército brasileiro, conforme informações do Instituto Sou da Paz. Anteriormente, o maior registro havia sido o roubo de sete fuzis em 2009, em Caçapava, interior de São Paulo.






