A transferência da relatoria para Mendonça foi uma medida cautelar, visto que as informações reveladas permanecem em segredo de Justiça. Com isso, Mendonça terá a missão de orientar os próximos passos da investigação, em paralelo a suas atividades em outro inquérito relevante, que apura irregularidades em descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Dias Toffoli, que estava à frente das investigações do caso desde novembro do ano passado, optou por deixar a relatoria em uma reunião convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Na ocasião, foram considerados os detalhes do relatório da Polícia Federal, que eclodiu novas preocupações sobre a imparcialidade necessária ao processo.
Em uma nota oficial, os ministros do STF manifestaram apoio incondicional a Toffoli, destacando que não existem motivos que justifiquem suspeitas ou impedimentos quanto à sua atuação. A declaração reafirma a integridade de Toffoli e a adequação de suas ações em respeito aos processos já estabelecidos pela Polícia Federal e pela Procuradoria Geral da República.
Durante a referida reunião de cerca de três horas, os ministros, além de discutirem o relatório da PF, também ouviram a defesa de Toffoli, que inicialmente argumentou para continuar na relatoria. Entretanto, a pressão pública e a expectativa em torno do caso levaram o ministro a aceitar a proposta de se afastar da condução do inquérito.
As contendas em torno do caso ganharam destaque na mídia, principalmente após a divulgação de que a Polícia Federal havia encontrado indícios de irregularidades relacionadas a um fundo de investimento associado ao Banco Master, que, surpreendentemente, tinha ligações com um resort no Paraná, propriedade de familiares de Toffoli. Embora tenha confirmado sua condição de sócio do empreendimento, o ministro negou quaisquer transações financeiras com Vorcaro.
Assim, Mendonça assume um papel crucial nesse momento, que pode ter implicações significativas não só para a investigação em curso, mas também para a reputação da Corte e a confiança pública nas instituições judiciais.







