Justiça Mantém Prisão de Ex-Goleiro Bruno Fernandes Após Captura por Assassinato de Eliza Samudio e Descumprimento de Condicional.

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu, em audiência de custódia realizada no último sábado, manter a prisão do ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza. O juiz Danilo Nunes Cronemberger Miranda afirmou que o mandado de prisão contra Bruno permanece em vigor e que não houve revogação da decisão que autorizou sua expedição. O magistrado também confirmou que o ex-atleta será transferido para um estabelecimento penal adequado ao regime semiaberto, a menos que uma nova determinação judicial imponha um regime mais rigoroso.

Bruno foi detido na última quinta-feira pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, em uma operação que contou com a colaboração de serviços de inteligência. Condenado pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, ele estava foragido há cerca de dois meses, até ser localizado em São Pedro D’Aldeia, na Região dos Lagos. A prisão ocorreu graças ao trabalho conjunto entre o 25º BPM (Cabo Frio) e a Polícia Militar de Minas Gerais. Ele foi encontrado na Rua A, no bairro Porto d’Aldeia, e, segundo a PM, não ofereceu resistência durante a captura.

Após sua detenção, Bruno foi encaminhado à 125ª DP (Cabo Frio) para o cumprimento do mandado, e posteriormente transferido para a 127ª DP (Búzios). À tarde, ele foi levado ao Presídio José Frederico Marques, localizado em Benfica, na Zona Norte do Rio.

O ex-goleiro já havia enfrentado problemas legais antes, tendo sido foragido desde março, quando teve sua liberdade condicional revogada após violar várias condições impostas pela Justiça. Isso incluiu uma viagem não autorizada ao Acre, ocorrida em 15 de fevereiro. A Vara de Execuções Penais (VEP) considerou que Bruno rompeu os termos da condicional, levando à expedição do novo mandado de prisão. Agora, ele está de volta ao regime semiaberto, que possibilita saídas para trabalho ou estudo, a menos que uma nova decisão judicial ocorra.

Bruno Fernandes já possui um histórico criminal ligado ao caso de Eliza Samudio, cuja trajetória é marcada por tragédias. Ele foi preso pela primeira vez em 7 de julho de 2010, sendo acusado de envolvimento no assassinato da modelo. Em 8 de março de 2013, foi condenado a 23 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. O corpo de Eliza, mãe de seu filho, nunca foi encontrado, e a história do crime permanece como um dos casos mais impactantes da crônica criminal brasileira.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo