“O país precisa resolver definitivamente a questão da segurança”, afirmou Lula, fazendo um apelo direto ao senador Alcolumbre para que priorize essa votação. Ele destacou que esta proposta é uma parte essencial da estratégia do governo para lidar com o crime organizado e a violência que assola diversas regiões do país.
O presidente também mencionou os detalhes do programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, que conta com um investimento significativo de R$ 11 bilhões, sendo R$ 1 bilhão destinados a ações federais e R$ 10 bilhões voltados para apoio a estados e municípios. Lula enfatizou que o fortalecimento das forças de segurança é uma prioridade, e a PEC permitirá a ampliação das capacidades da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, além da criação de uma Guarda Nacional efetiva.
Ele enfatizou que a sensação de insegurança sentida pela população é válida, e que os governos estaduais têm enfrentado dificuldades em lidar sozinhos com a criminalidade. “Os estados, por mais que se esforcem, não conseguem dar conta do problema. Muitas vezes, os criminosos são presos e, em questão de dias, são soltos novamente”, comentou Lula, apontando para a necessidade de uma estruturação mais eficaz que envolva tanto a União quanto os governos estaduais na formulação e execução das políticas de segurança pública.
A PEC da Segurança foi criada com a intenção de dar status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública, que foi estabelecido por lei em 2018. Essa mudança visa desburocratizar processos e promover uma colaboração mais efetiva entre as diferentes esferas do governo, visando uma abordagem integrada nas políticas de segurança. Com mais agilidade e integração, o governo espera melhorar as condições de segurança e reduzir a criminalidade em todo o país.
