Mesmo com a negativa do pedido, a Justiça determinou que a Enel apresente, em 60 dias, a comprovação de que realizou o manejo adequado de todas as árvores previstas no Plano Anual de Podas de 2023, sob pena de multa de R$ 1 mil por árvore. Além disso, a empresa terá que atualizar em cinco dias o sistema com informações de todas as podas realizadas dentro do planejamento anual, com multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento e R$ 10 mil adicionais por mês de atraso.
Outras exigências feitas pela Justiça incluem o manejo de todas as árvores solicitadas pelas subprefeituras que estejam vencidas há mais de 90 dias, a adequação do plano de contingência e a apresentação dessas adequações em até 10 dias, sob pena de multa de R$ 500 mil.
Após o temporal, sete mortes foram confirmadas, além de quedas de árvores e milhões de consumidores sem energia elétrica na região metropolitana de São Paulo. A prefeitura alegou que a falta de energia foi causada por vendavais que derrubaram árvores próximas à fiação elétrica, deixando mais de 1,6 milhão de pessoas sem luz na cidade.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, anunciou durante uma coletiva de imprensa a instalação de câmeras inteligentes de segurança nas garagens da Enel para monitorar o fluxo de caminhões da empresa. O governo de São Paulo também informou que o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou uma medida cautelar solicitando que a Enel dê acesso às informações de seu centro de controle operacional à Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo.
Com todas essas decisões e solicitações, espera-se que a situação em São Paulo seja regularizada e os serviços de energia elétrica operem de forma mais eficiente para evitar novos transtornos causados por eventos climáticos extremos.
