A prisão dela ocorreu pela manhã, em cumprimento a um mandado expedido pela 37ª Vara Criminal da capital fluminense. Autoridades localizaram a influencer em um apartamento alugado na região de Vargem Pequena. Com o processo judicial em segredo de justiça, a assessoria do Tribunal de Justiça se limitou a informar que a ordem de prisão preventiva foi revogada em primeira instância.
O incidente que levou à prisão de Agostina Paez teve início em uma discussão relacionada ao pagamento da conta do bar, onde ela teria proferido ofensas de caráter racial contra um dos funcionários. O relato da vítima indicava que Agostina, durante a altercação, teria utilizado a palavra “mono”, que em espanhol se traduz como “macaco”, além de ter imitado gestos e sons do animal. Essas ações foram registradas em vídeo pela própria vítima e corroboradas por imagens capturadas pelas câmeras de segurança do estabelecimento.
Diversas testemunhas foram ouvidas pela Polícia Civil, que coletou provas que elucidaram a dinâmica dos acontecimentos. Antes de decidir pela prisão preventiva, a Justiça do Rio já havia imposto restrições à influenciadora, como a proibição de deixar o país, retenção de seu passaporte e a exigência de uso de tornozeleira eletrônica.
Em uma publicação feita em sua conta no Instagram, poucos dias antes de sua prisão, Agostina expressou sua angústia dizendo que se sentia “desesperada” e “morta de medo”, enquanto reafirmava que estava à disposição da polícia. Segundo a defesa, a influencer argumenta que os gestos e palavras proferidas durante a discussão seriam meras brincadeiras dirigidas a suas amigas.
O crime de injúria racial, ao qual Agostina está associada, é tipificado no artigo 2º-A, caput, da Lei nº 7.716/89, e pode resultar em penas que variam de dois a cinco anos de prisão. A situação continua sendo monitorada, uma vez que o caso segue em andamento judicial.







