Os três policiais foram penalizados com uma sentença de dois anos e 15 dias de prisão, em regime inicial aberto, além de 15 dias-multa. A decisão agora permite a substituição da pena por um período de três anos, com condições que serão estabelecidas pela Vara de Execuções Penais. Certa controvérsia envolve a extensão da pena, que a mãe de Kathlen, Jackeline Oliveira, considerou insuficiente. Em um desabafo nas redes sociais, ela expressou sua dor e indignação, comparando a penalização a mais um golpe profundo em sua vida.
“Carrego diariamente uma mochila pesada de dor, saudade, um tiro de fuzil eterno na alma e as marcas da injustiça, do racismo. Hoje, não é diferente e recebo mais um tiro, quando o Tribunal Militar condena em ínfimo 2 anos e 15 dias EM REGIME ABERTO, os POLICIAIS ASSASSINOS DA MINHA FILHA E NETO, por fraude processual! Será que inocentes fraudam cenas? É tão difícil pra Justiça enxergar isso?”, desabafou.
Além disso, os policiais Rodrigo Frias e Marcos Salvian, que são acusados diretamente pelo homicídio de Kathlen, ainda enfrentarão um júri popular, cuja data permanece indefinida. O caso destaca questões alarmantes sobre a atuação policial e a percepção de justiça em um contexto marcado por tragédias e abruptas perdas familiares. A reação da sociedade, assim como a luta de familiares por justiça, evidenciam um apelo crescente por uma reforma nas práticas judiciárias e policiais, que muitas vezes parecem falhar em oferecer um tratamento equitativo e justo em situações de violência policial.
