Antonio Carlos Antunes é um dos investigados na Operação Sem Desconto, uma investigação da Polícia Federal que visa apurar irregularidades relacionadas a descontos indevidos em mensalidades associativas que afetam benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O colegiado de juízes, em sua deliberação unânime, argumentou que o uso do apelido não configura ofensa e que, na verdade, representa um exercício legítimo da atividade jornalística. Os magistrados destacaram que a expressão é amplamente divulgada na mídia, não apresentando qualquer evidência de intenção depreciativa.
A defesa de Antunes não se limitou a esse aspecto. Os advogados recorreram à Justiça após a publicação de notícias que sugeriam que Antunes teria adquirido uma mansão em Trancoso, na Bahia, utilizando “dinheiro vivo”. Tal informação, segundo a defesa, sugere práticas de lavagem de dinheiro, caracterizando crimes como calúnia, injúria e difamação. Além disso, os advogados reiteraram que o apelido em questão possui um caráter pejorativo que prejudica a imagem de seu cliente.
A Operação Sem Desconto foi deflagrada em abril de 2025 pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU) e revelou irregularidades substanciais, indicando que, entre 2019 e 2024, entidades ligadas a descontos indevidos teriam retirado cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas. Esses dados alarmantes levaram ao afastamento de pelo menos seis servidores públicos, evidenciando a gravidade da situação.
De acordo com informações mais recentes do INSS, mais de 6,4 milhões de segurados contestaram as cobranças indevidas, com 4.401.653 pessoas optando por acordos que resultaram na devolução de quase R$ 3 bilhões. A complexidade do caso e as suas ramificações levantam preocupações significativas sobre a integridade dos processos previdenciários e a proteção dos direitos dos beneficiários.
