JUSTIÇA – Justiça de SP ordena credenciamento da Uber para moto por aplicativo em 48 horas e multa prefeitura em caso de descumprimento

Na noite dessa terça-feira, dia 21, o Tribunal de Justiça de São Paulo proferiu uma decisão determinante para a cidade, ordenando que a administração municipal realizasse, em um prazo de 48 horas, o credenciamento da plataforma Uber para a prestação de serviços de moto por aplicativo. A medida foi decisão da juíza Patrícia Persicano Pires, que preside a 16ª Vara da Fazenda Pública. Em sua avaliação, a magistrada refutou os argumentos apresentados pela prefeitura, que buscava barrar o funcionamento do serviço.

Caso as diretrizes estipuladas na decisão judicial não sejam cumpridas, a prefeitura se expõe a uma penalização significativa, com risco de incorrer em uma multa diária de R$ 5 mil, totalizando um teto provisório de R$ 500 mil. Vale ressaltar que a municipalidade tem a opção de recorrer da decisão, o que poderá esticar a batalha judicial entorno do tema.

O uso de motocicletas para o transporte de passageiros foi proibido na cidade em 2023, conforme um decreto assinado pelo prefeito Ricardo Nunes; o chefe do executivo justificou a medida ao destacar a alta taxa de acidentes envolvendo motocicletas na capital paulista, trazendo à tona preocupações legítimas sobre segurança.

Desde então, a Uber se engajou em um embate legal sobre a utilização dos mototáxis, embasando sua posição na Política Nacional de Mobilidade Urbana, que, segundo a empresa, legitima essa modalidade em todo o território nacional. Por outro lado, a concorrente 99 optou por desistir de oferecer o respectivo serviço, acirrando assim a competitividade entre as plataformas.

Em pronunciamento, a Uber salientou que a juíza evidenciou o comportamento contraditório da administração municipal ao levantar, em etapa avançada do processo, dúvidas burocráticas sobre documentos como a declaração de seguro, questões que não foram abordadas anteriormente e que extrapolam o que já havia sido decidido em fases anteriores pela Justiça.

Além disso, a empresa reafirmou seu compromisso com a segurança, tanto de usuários quanto dos prestadores de serviços. Até o momento, a prefeitura de São Paulo não se manifestou oficialmente sobre a decisão judicial que poderá mudar a dinâmica do transporte por aplicativo na cidade.

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