A juíza justificou sua decisão ressaltando “a magnitude do projeto” e o potencial impacto negativo na região e na qualidade de vida da população ao redor. Com essa liminar, fica proibida qualquer obra ou intervenção relacionada ao projeto, incluindo a instalação dos referidos painéis. Além disso, a administração municipal está obrigada a apresentar documentos que comprovem a legalidade do termo de cooperação entre o setor público e a iniciativa privada, assim como pareceres técnicos e aprovações necessárias para a execução do projeto.
Inspirado na famoso Times Square de Nova York, o Boulevard São João gerou polêmica desde sua concepção. Esse espaço na cidade norte-americana é conhecido mundialmente por seus vibrantes telões de LED, além de ser um ponto de encontro e turismo que abriga teatros e lojas. No entanto, o projeto enfrenta críticas significativas devido à Lei Cidade Limpa, que foi implementada há quase duas décadas na capital paulista com o objetivo de reduzir a poluição visual. Essa legislação estabelece limites rigorosos para anúncios e publicidade, restringindo o tamanho de placas e proibindo a instalação de outdoors.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendia o projeto como parte de uma estratégia mais ampla de revitalização do centro da cidade, enfatizando a necessidade de devolver espaço urbano às pessoas. Durante uma coletiva de imprensa em abril, Tarcísio destacou que a revitalização do centro poderia transformar a área em um local atraente para turistas. Já o prefeito Ricardo Nunes também comentou sobre o potencial do Boulevard São João em atrair visitantes, apontando que a cidade recebeu 47 milhões de turistas no ano anterior, dos quais 2,5 milhões eram estrangeiros. A expectativa é que iniciativas como essa contribuam para tornar São Paulo ainda mais atrativa no cenário turístico internacional.
