No episódio trágico, Gritzbach não foi a única vítima. Ele também é responsabilizado, junto aos policiais, pela morte de um motorista de aplicativo que se encontrava no local durante os disparos, além de ferimentos ocasionados a duas outras pessoas que foram atingidas por estilhaços. Essa situação trágica evidencia não apenas a violência, mas também a insegurança que permeia a vida urbana.
O júri popular, onde os réus enfrentarão a justiça, está previsto para acontecer entre os dias 22 e 26 de junho, no Fórum Criminal de Guarulhos. O Tribunal do Júri, instituído pela Constituição, é responsável por julgar crimes que envolvem intenção de matar. Neste cenário, a responsabilidade da decisão ficará a cargo de sete jurados, cidadãos comuns convocados para participar desse importante processo.
Antes de sua morte, Gritzbach havia se tornado uma figura controversial, tendo assinado um acordo de delação premiada com o Ministério Público, no qual denunciou conexões de pessoas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e outros agentes de segurança envolvidos em práticas corruptas. Sua delação foi a razão aparente por trás do assassinato, de acordo com investigações preliminares que indicam vingança como motivação principal.
No início de março do ano passado, a Polícia Civil concluiu seu inquérito sobre o caso, indiciando seis indivíduos, incluindo líderes do PCC e os executores do crime, também policiais militares. Os três líderes do PCC continuam foragidos, enquanto os PMs que enfrentam o júri estão detidos no Presídio Militar Romão Gomes. A acusação sustenta que Denis Martins e Ruan Rodrigues utilizaram fuzis para assassinar Gritzbach, enquanto o tenente Fernando Genauro foi acusado de atuar como motorista dos criminosos.
A defesa dos policiais está em andamento e seu advogado, Claudio Dalledone Júnior, confirmou que já atendeu às demandas do juiz, indicando testemunhas a serem ouvidas durante o julgamento. À medida que a data se aproxima, as expectativas aumentam tanto na esfera judicial quanto na opinião pública, com a sociedade atenta ao desenrolar desse caso que expõe as complexas interações entre o crime organizado e as forças de segurança.
