Justiça Italiana Decide Até Quarta-Feira sobre Extradição da Ex-Deputada Carla Zambelli, Envolvendo Cooperação Internacional Sensível entre Brasil e Itália.

A Justiça italiana se encontra em um momento crítico, com a próxima quarta-feira, dia 18, marcada como a data limite para a decisão sobre o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. O caso, que chamou a atenção da opinião pública, foi objeto de uma audiência que ocorreu na última quinta-feira, dia 12, na Corte de Apelação de Roma. Agora, os magistrados analisam cuidadosamente os argumentos apresentados pelas partes envolvidas antes de emitir um veredicto definitivo.

No transcorrer do processo, os juízes têm três opções: podem autorizar a extradição, rejeitar o pedido ou solicitar informações adicionais ao governo brasileiro. Durante a audiência, advogados de Zambelli foram ouvidos, assim como o representante da Advocacia-Geral da União do Brasil, Alessandro Gentiloni. A presença deste último reforça a importância da colaboração entre os dois países em questões de natureza jurídica.

A ex-deputada, conhecida como uma das aliadas do ex-presidente Jair Bolsonaro, encontra-se detida desde julho de 2025 na penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma. Sua situação jurídica tem se revelado um dos temas mais delicados e polêmicos na cooperação internacional entre Brasil e Itália, principalmente por envolver figuras políticas de destaque.

A defesa de Zambelli expressou que, caso a Corte decida pela extradição, um recurso será interposto na Corte Suprema di Cassazione, a instância mais alta do Judiciário italiano. É importante notar que aqueles que acompanham o caso revelaram um certo pessimismo em relação a uma possível negativa do pedido. A probabilidade de que a extradição seja autorizada parece aumentar, indicando que a ex-deputada pode estar mais próxima de retornar ao Brasil do que se imaginava anteriormente.

O desfecho dessa situação terá implicações não apenas na vida de Zambelli, mas também nas relações diplomáticas entre o Brasil e a Itália, além de gerar discussões sobre os limites da cooperação jurídica internacional. O cenário continua em desenvolvimento, e a expectativa é alta tanto no Brasil quanto na Itália.

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