No transcorrer do processo, os juízes têm três opções: podem autorizar a extradição, rejeitar o pedido ou solicitar informações adicionais ao governo brasileiro. Durante a audiência, advogados de Zambelli foram ouvidos, assim como o representante da Advocacia-Geral da União do Brasil, Alessandro Gentiloni. A presença deste último reforça a importância da colaboração entre os dois países em questões de natureza jurídica.
A ex-deputada, conhecida como uma das aliadas do ex-presidente Jair Bolsonaro, encontra-se detida desde julho de 2025 na penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma. Sua situação jurídica tem se revelado um dos temas mais delicados e polêmicos na cooperação internacional entre Brasil e Itália, principalmente por envolver figuras políticas de destaque.
A defesa de Zambelli expressou que, caso a Corte decida pela extradição, um recurso será interposto na Corte Suprema di Cassazione, a instância mais alta do Judiciário italiano. É importante notar que aqueles que acompanham o caso revelaram um certo pessimismo em relação a uma possível negativa do pedido. A probabilidade de que a extradição seja autorizada parece aumentar, indicando que a ex-deputada pode estar mais próxima de retornar ao Brasil do que se imaginava anteriormente.
O desfecho dessa situação terá implicações não apenas na vida de Zambelli, mas também nas relações diplomáticas entre o Brasil e a Itália, além de gerar discussões sobre os limites da cooperação jurídica internacional. O cenário continua em desenvolvimento, e a expectativa é alta tanto no Brasil quanto na Itália.
