A esposa de Thiago, Lara Souza, informou que a prisão foi prorrogada até uma nova audiência marcada para a próxima terça-feira, às 12h no horário local. Durante a audiência, foram apresentadas cinco acusações contra o brasileiro, todas relacionadas à suposta associação com terrorismo e à colaboração com inimigos durante um período de conflito. A defesa de Ávila contesta tais alegações, argumentando que não há provas concretas que sustentem as acusações, que aparente estarem ancoradas apenas em suspeitas infundadas. Nesse momento, o ativista continua sob interrogatório sem uma denúncia formal, ou previsões de quando poderá ser acusado oficialmente.
Ávila, que foi detido na última quarta-feira, também relatou, através de organizações de direitos humanos, que ficou em isolamento e que sofreu agressões durante sua detenção. Ele teria relatado a advogados que, no momento da abordagem, foi espancado, chegando a perder a consciência. Segundo a Global Sumud Flotilla, a operação resultou na detenção de mais de 175 ativistas e 22 embarcações, em um esforço considerado ilegal pelos organizadores, que afirmam terem sido interceptados a mais de mil quilômetros da costa de Gaza.
As autoridades israelenses, por sua vez, alegam que os ativistas têm vínculos com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior, uma organização contestada por estar supostamente ligada ao Hamas, enquanto os países de origem dos ativos, Brasil e Espanha, manifestaram condenação à detenção, classificando-a como uma violação do direito internacional. Esse caso levanta questões cada vez mais sérias sobre a situação dos direitos humanos e a liberdade de ação de defensores que buscam levar ajuda a regiões em conflito. A próxima audiência será um momento crucial para determinar o futuro de Ávila e Keshek.







