Além de estender o prazo das investigações, Toffoli determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) seja notificada sobre a continuidade do caso, reforçando a importância de uma supervisão adequada.
As investigações já revelaram indícios de um esquema de desvios que pode ultrapassar R$ 12 bilhões, envolvendo a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) sem o devido lastro. Nesse contexto, o Banco Master chegou a oferecer aos seus clientes rentabilidades de até 40% acima da taxa básica do mercado, o que levantou bandeiras vermelhas para os órgãos reguladores.
Outro aspecto investigado é a possível participação de altos dirigentes do BRB no esquema de fraudes. Em março do ano passado, o BRB anunciou planos para adquirir o Banco Master, operação que recebeu o apoio do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Entretanto, essa compra acabou sendo barrada pelo Banco Central, que identificou irregularidades significativas na documentação apresentada pelo Master, que deveria garantir a solidez de sua carteira.
Ao justificar a prorrogação das investigações, Toffoli disse: “As razões apontadas para a prorrogação, por mais 60 (sessenta) dias, devem ser deferidas. Intime-se a Procuradoria-Geral da República.”
Recentemente, na quarta-feira (14), a PF acionou uma nova fase da Operação Compliance Zero, intensificando a investigação sobre o Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro. As autoridades estão em busca de evidências relacionadas a crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Entre as ações autorizadas, destaca-se o sequestro e bloqueio de bens e valores que ultrapassam os R$ 5,7 bilhões, evidenciando a gravidade das irregularidades em jogo.







