O primeiro a comparecer foi Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB. Ele prestou esclarecimentos aos investigadores, mas, devido ao sigilo processual vigente, os detalhes de seu depoimento não foram tornados públicos.
Na sequência, estavam agendados depoimentos de vários empresários vinculados ao conglomerado do Banco Master, assim como de alguns executivos da instituição. Entre eles, Alberto Felix de Oliveira, superintendente executivo de Tesouraria do Banco Master, que, por sua vez, optou por não se pronunciar, invocando seu direito constitucional de permanecer em silêncio e não produzir provas contra si.
As atividades de coleta de testemunhos estão programadas para continuar nesta terça-feira (27), com a oitiva de mais quatro investigados, que inclui tanto dirigentes do BRB quanto do Banco Master. Alguns dos depoimentos estão previstos para serem realizados por videoconferência, adaptando-se às necessidades atuais de distanciamento social e segurança.
A investigação investiga possíveis irregularidades na negociação de carteiras de crédito entre o BRB e o Banco Master, com suspeitas de que crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, uso de informações privilegiadas, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro possam estar envolvidos.
Importante ressaltar que o caso é conduzido no âmbito do STF devido à participação de um investigado que possui prerrogativa de foro, um deputado federal. No entanto, até o momento, não há confirmação das suspeitas de envolvimento deste parlamentar na situação em questão. O desdobramento desse processo continua a ser acompanhado de perto, visto que pode trazer à tona implicações mais amplas para o sistema financeiro e para a política brasileira.
