Justiça interroga casal acusado de matar, esquartejar e queimar zelador

O segundo dia do júri popular do casal Eduardo e Ieda Martins, preso preventivamente sob a acusação de matar, esquartejar e queimar o zelador Jezi Lopes de Souza, de 63 anos, em São Paulo, ocorre nesta terça-feira (3) com o interrogatório dos réus.

O julgamento, que começou na segunda-feira (2), com o depoimento de 11 testemunhas, entre acusação e defesa, será retomado às 9h30 desta terça no plenário 10 do Fórum da Barra Funda, Zona Oeste da capital. O local foi reservado para cinco dias, mas a expectativa é a de que o júri termine até quarta-feira (4).

O publicitário Eduardo Tadeu Pinto Martins, de 50 anos, é acusado pelo Ministério Público (MP) de matar Jezi em 30 de maio de 2014 após discutir com ele no apartamento onde morava com a mulher e o filho na Zona Norte de São Paulo. A advogada Ieda Cristina Cardoso da Silva Martins, de 45, é acusada de ajudar o marido no crime.

À época, Eduardo alegou que a morte de Jezi foi acidental e ocorreu durante uma discussão por problemas no condomínio na qual o zelador ameaçou matar seu filho e durante a briga bateu a cabeça no batente da porta e morreu. Em um vídeo, o réu ainda inocentou a mulher, dizendo que Ieda não participou dos crimes. Ela também se disse inocente em entrevista ao Fantástico.

“É a pessoa mais fria que conheci nos meus 26 anos de polícia”, disse um policial que investigou o caso sobre a impressão que teve do publicitário. Segundo informou o Bom Dia São Paulo, ele prestou depoimento como testemunha da acusação.

No interrogatório, os acusados poderão ser questionados pelo crime pela juíza Flávia Castellar Olivério, pela Promotoria, seus advogados e até pelos sete jurados. Eles têm o direito de responder ou não as perguntas.

Eduardo responde por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, falsificação de documento público, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e de uso restrito.

Ieda é julgada por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Posteriormente, ocorrerá a fase dos debates entre o promotor Eduardo Campana e os advogados dos réus. Como essa etapa poderá durar até nove horas, existe a possibilidade de que ela ocorra na quarta-feira (2) para não cansar os jurados (seis homens e uma mulher).

“Os depoimentos dessas testemunhas são firmes e coesos de que ele [publicitário] agiu com intenção de matar [o zelador]”, disse o promotor Campana ao Bom Dia São Paulo.

Ao G1, o advogado Marcello Primo, um dos três advogados que atuam na defesa de Eduardo, disse que seu cliente “nunca teve a intenção de matar. Aconteceu a confusão e ocorreu a fatalidade”.

Ainda ao Bom Dia São Paulo, o advogado Pedro Cruz, que defende Ieda, declarou que “ela não estava no local do crime” e portanto é inocente da acusação de ter ajudado o marido a cometer o crime.

Caberá aos jurados decidir se absolvem ou condenam o casal. Para isso eles farão uma votação secreta após os debates. Os votos serão somados e a juíza anunciará a decisão majoritária do júri. Em seguida, ela aplicará a sentença a partir dessa escolha. Em caso de eventual condenação, caberá a magistrada a dosimetria da pena.

03/10/2017

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