Durante a abordagem, o motorista apresentou-se como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e afirmou que a arma apreendida pertencia ao ex-chefe do Executivo. As informações foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o delegado encarregado do caso comunicou ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo inquérito. Ele detalhou que a 17ª Delegacia de Polícia está conduzindo as investigações necessárias para esclarecer os fatos.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, recebeu um prazo de 24 horas para que sua defesa explique a origem da arma, conforme ordenado por Moraes. O armamento em questão é uma pistola modelo Glock de 9 milímetros, e, durante a blitz, também foi encontrado um carregador sobressalente.
O motorista do Honda Civic, ao ser abordado, alegou que a arma havia sido entregue a ele devido a um problema mecânico que o veículo apresentava. Em seu depoimento na delegacia, ele afirmou que retirou a pistola na mesma data da apreensão com a intenção de realizar o reparo, e que planejava devolver o armamento no dia seguinte.
Esse episódio levanta questões sobre a segurança e a gestão de armamentos associados a figuras de alta posição, especialmente em um contexto onde a posse de armas no Brasil é um tema polêmico e amplamente debatido. As diligências da polícia buscam não apenas esclarecer a procedência da arma, mas também determinar como ela foi parar nas mãos do servidor do GSI, um ponto crucial para a investigação em andamento. A repercussão desse caso pode ter implicações significativas, tanto para os envolvidos diretamente quanto para o cenário político mais amplo.





