As capitais das regiões Sul e Sudeste do país foram as mais afetadas pelo alto índice de abstenção. Porto Alegre liderou o ranking com 34,83% de eleitores ausentes, seguida por Goiânia (34,20%), Belo Horizonte (31,95%), São Paulo (31,54%) e Curitiba (30,37%). A capital paulista teve um impacto significativo, com a ausência de 2,9 milhões de eleitores.
A situação se tornou ainda mais crítica em cidades do Rio Grande do Sul, que foram atingidas por enchentes no início do ano. Localidades como Canoas e Caxias do Sul registraram altos índices de abstenção devido aos danos causados pelas inundações. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio Grande do Sul, Voltaire de Lima Moraes, destacou a necessidade de analisar com profundidade os motivos por trás desses números.
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, também prometeu avaliar o aumento das abstenções, com um levantamento a ser finalizado até a diplomação dos eleitos. Os eleitores que não compareceram às urnas têm até 7 de janeiro de 2025 para justificar a ausência, com a recomendação da Justiça Eleitoral de utilizar o aplicativo e-Título.
A abstenção nas eleições municipais traz consequências para os eleitores, como pendências para retirada de passaporte, matrículas em instituições públicas e posse em cargos públicos. Portanto, é crucial que os eleitores cumpram com suas obrigações eleitorais e justifiquem suas ausências para evitar problemas futuros.





