Segundo informações do TJSP, a audiência de instrução revelou testemunhos impactantes. Ao longo do processo, 12 testemunhas foram ouvidas, e Douglas teve a oportunidade de se defender durante seu interrogatório. Após a apresentação de alegações finais por ambas as partes, foi decidido que ele seria encaminhado para julgamento no Tribunal do Júri, um passo significativo para buscar justiça no caso. As evidências e depoimentos coletados indicam a gravidade da situação, caracterizada por ações deliberadas e cruéis que resultaram na morte de Tainara.
O relato do delegado Fernando Barbosa Bossa, que supervisou a investigação, sublinha a brutalidade do crime. O policial classificou o ato como uma tentativa de feminicídio, destacando que as circunstâncias deixaram Tainara sem qualquer defesa, revelando a natureza cruel da ação. Testemunhas afirmaram que a vítima ficou presa embaixo do veículo, sendo arrastada por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê, levando a amputações severas de suas pernas.
A motivação por trás do crime remete a um relacionamento breve entre o autor e a vítima. Segundo as apurações, Douglas não aceitou o término da relação, o que levou ao desfecho trágico. O próximo capítulo deste caso será o julgamento, que provavelmente atrairá a atenção da sociedade, em um momento em que a luta contra o feminicídio ganha cada vez mais visibilidade no Brasil. O caso de Tainara é um triste lembrete da necessidade urgente de enfrentarmos a violência de gênero e buscamos mudanças no sistema de justiça.
