Segundo informações oficiais, o pedido de extradição foi entregue pela embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado dos EUA em 30 de dezembro de 2025. No entanto, não há um prazo estabelecido para a análise desse pedido, o que pode prolongar o processo.
Alexandre Ramagem, que foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante a presidência de Jair Bolsonaro, enfrenta uma condenação de 16 anos de prisão em decorrência de sua participação em uma ação penal relacionada a uma suposta trama golpista. Em setembro do ano anterior, Ramagem fugiu do Brasil, provavelmente para evitar o cumprimento da pena restritiva de liberdade, e atualmente reside em Miami.
Durante as investigações sobre a suposta conspiração golpista, o ex-deputado tinha uma proibição imposta pelo STF que o impedia de deixar o país. De acordo com a Polícia Federal, Ramagem conseguiu deixar o Brasil pela fronteira com a Guiana e embarcou para os Estados Unidos utilizando um passaporte diplomático, que, estranhamente, não estava nas mãos das autoridades.
Além de todo esse contexto jurídico, no final do ano passado, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados anunciou a cassação do mandato de Ramagem. De acordo com a Constituição brasileira, essa medida é obrigatória em casos de condenação criminal, destacando a seriedade das acusações enfrentadas por Ramagem.
O desdobramento dessa situação provoca discussões acaloradas sobre a extradição e os mecanismos legais que o governo brasileiro possui para lidar com a fuga de figuras políticas envolvidas em processos judiciais de grande repercussão. A pressão sobre as autoridades brasileiras aumenta à medida que a situação avança e os envolvidos aguardam a próxima ação do STF e das autoridades americanas.






