A TV Globo ingressou com uma nova ação judicial contra a TV Gazeta de Alagoas, questionando o uso de nomes de telejornais locais após o encerramento da parceria entre as empresas. A emissora alagoana segue utilizando títulos como “Bom Dia Alagoas”, “AL1” e “AL2”, registrados durante o período em que integrava a rede, o que, segundo a Globo, configura uso indevido de marca.
A medida amplia a disputa jurídica entre as duas empresas, que já possuem outro processo em tramitação no Supremo Tribunal Federal. A nova ação ocorre em paralelo e ainda não tem data definida para julgamento. O embate judicial se estende desde o rompimento da relação contratual e envolve diferentes aspectos ligados à radiodifusão.
O fim da afiliação, ocorrido em 27 de setembro de 2025, gerou uma situação atípica para o público alagoano. Sem comunicação prévia aos telespectadores, a Globo encerrou a parceria nos primeiros minutos do dia e passou a operar com uma nova afiliada no estado. Ainda assim, a TV Gazeta continuou exibindo a programação da rede de forma simultânea por um período.
A nova retransmissora passou a ser a TV Asa Branca, que assumiu oficialmente a parceria e anunciou a mudança como um marco em sua trajetória. A emissora destacou o compromisso de ampliar a cobertura jornalística e alcançar os 102 municípios de Alagoas, além de reforçar sua atuação no mercado publicitário local.
Em comunicado divulgado na época, a Globo informou que a TV Asa Branca seria sua única retransmissora autorizada no estado, afirmando que a TV Gazeta deixaria de transmitir seu sinal após o fim do contrato. A rede também sustentou que a mudança estava alinhada à sua estratégia de manter afiliadas compatíveis com seus padrões de qualidade e cobertura.
A disputa ganhou novo desdobramento após decisão do ministro Luís Roberto Barroso, que suspendeu os efeitos de entendimento do Superior Tribunal de Justiça favorável à manutenção do vínculo entre as empresas. Na decisão, o magistrado considerou que contratos dessa natureza não devem ser perpetuados por determinação judicial e mencionou a condenação do ex-presidente Fernando Collor de Mello e de Luiz Duarte Amorim por corrupção como elemento relevante no contexto do caso.







