De acordo com a determinação judicial, o general Heleno está apto a receber visitas de sua esposa, filha, genro, além do amigo de longa data, general Fernando Azevedo e Silva. Por outro lado, Paulo Sérgio Nogueira poderá receber a visita de sua família, incluindo esposa, filhos, netos e genros. Tais encontros deverão respeitar as normas estabelecidas pelo Comando Militar do Planalto, garantindo que as interações se desenrolem dentro dos parâmetros de segurança da instituição.
Augusto Heleno, que já ocupou o cargo de ministro do Gabinete de Segurança Institucional, foi sentenciado a um total de 21 anos de prisão. Sua condenação reflete um contexto mais amplo que envolve figuras de destaque da administração anterior e as acusações de envolvimento em ações que ameaçaram a estabilidade democrática do país. Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa durante o governo de Jair Bolsonaro, também enfrenta graves consequências, tendo sido condenado a 19 anos de detenção.
No mesmo contexto, outras figuras ligadas ao governo passado também foram condenadas. O ex-presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, enfrenta uma pena de 27 anos e três meses e se encontra encarcerado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto foi sentenciado a 26 anos e cumpre pena na Vila Militar, no Rio de Janeiro.
Essas condenações destacam a severidade das ações judiciais em relação aos atos que ameaçaram a democracia brasileira e a importância da manutenção da ordem constitucional no país. A disposição do STF em regular aspectos dos direitos dos condenados, como o direito a visitas, também reflete um equilíbrio entre a aplicação da justiça e o respeito aos critérios de dignidade humana.
