Ambos foram denunciados, juntamente com mais duas pessoas, pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. As investigações revelaram a existência de um esquema de corrupção relacionado à autorização de festas em embarcações no município, prática que coloca em risco a integridade legal e a segurança das atividades turísticas na região. De acordo com os relatos, os denunciados cobravam entre R$ 1 mil e R$ 3 mil para permitir a realização de eventos, muitas vezes sem a expedição formal de alvará ou a devida fiscalização, o que potencializa os riscos associados a esses eventos.
Os acusados enfrentam sérias acusações de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. As apurações indicam que o esquema criminoso esteve ativo por um período significativo, com pelo menos 38 ocorrências de práticas corruptas documentadas, ocorrendo entre janeiro de 2021 e março de 2026. A magnitude e a duração dessas atividades ilícitas geraram preocupação nas autoridades locais, uma vez que implicam diretamente na integridade do setor turístico, vital para a economia da cidade.
Além das prisões, o Juízo da 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa também autorizou mandados de busca e apreensão nas residências dos envolvidos, buscando reunir mais evidências sobre as atividades do grupo. Também foi determinada a suspensão do exercício das funções públicas dos acusados, bem como o sequestro de bens até o limite de R$ 500 mil, como medida cautelar para evitar que os investigados se beneficiem de recursos obtidos de forma ilícita.
A Prefeitura de Armação dos Búzios foi contatada para comentar sobre a situação e as possíveis repercussões nas atividades administrativas após os eventos dessa terça-feira. A expectativa é que as investigações continuem a desdobrar-se, revelando mais detalhes sobre a extensão do esquema e seus impactos nas operações locais.





