O ministro mencionou um almoço que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Dias Toffoli, responsável pelo relator do caso Master no STF. Durante o encontro, o presidente Lula reafirmou a necessidade de uma resposta contundente à sociedade, considerando que o Brasil está diante de uma oportunidade valiosa para combater a corrupção e o crime organizado de uma forma que venha do topo da esferas de poder.
Haddad defendeu a ideia de que respostas adequadas diante de crises servem para fortalecer as instituições, argumentando que a ação proativa é fundamental neste contexto. Ele acredita que o país deve aproveitar essa fase turbulenta para implementar mudanças significativas, inclusive propondo alterações na Constituição com o objetivo de uma maior integração nacional no combate ao crime organizado.
Além de tratar do caso Master, o ministro discorreu também sobre outras pautas relevantes. Ele comentou as expectativas relacionadas ao Banco Central, que sinalizou a possibilidade de redução das taxas de juros em março. Haddad observou que essa medida é crucial para aliviar a pressão da dívida pública, que aumentou 18% no último ano. Ele destacou que a redução das taxas ajudará a estabilizar a dívida, pois juros elevados dificultam a obtenção de superávit primário, essencial para garantir saúde fiscal.
Por outro lado, Haddad confirmou que deixará o cargo em fevereiro, com a indicação de seu sucessor a cargo do presidente Lula, sendo Dario Durigan, atual número dois da Fazenda, o principal nome cogitado para a posição.






