Samira argumentou que a decisão de dispensar o diploma para jornalistas envelheceu mal e tem sido prejudicial para a sociedade brasileira. Ela enfatizou que jornalismo não se resume apenas a produzir conteúdo ou emitir opiniões, mas requer formação específica, compromisso ético e qualificação técnica.
No mesmo dia, os ministros do STF Flávio Dino e Alexandre de Moraes também defenderam uma revisão do assunto. Durante uma sessão da Primeira Turma, Dino destacou que a dispensa do diploma para o exercício da profissão tem complicado a análise de casos relacionados à liberdade de imprensa.
Moraes acrescentou que a regulamentação da profissão é essencial e que o direito à liberdade de imprensa não pode ser invocado por indivíduos que utilizam as redes sociais para cometer crimes contra a honra e disseminar desinformação.
A discussão sobre a dispensa do diploma para jornalistas teve início em 2009, quando o STF considerou inconstitucional a exigência do diploma de jornalismo e do registro profissional para o exercício da profissão. A Fenaj está disposta a colaborar com a revisão dessa decisão, defendendo a formação superior específica para o jornalismo.
Além disso, a PEC do Diploma, parada na Câmara dos Deputados desde 2012, segue como uma proposta que retoma a exigência do diploma de curso superior em Jornalismo para o exercício da profissão. A rediscussão sobre a necessidade do diploma para jornalistas coincide com críticas à autorização de medidas de quebra de sigilo contra o blogueiro maranhense Luís Pablo.
A Fenaj e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) manifestaram preocupação com a decisão do ministro Alexandre de Moraes de permitir a identificação da fonte do jornalista, responsável por denúncias sobre o suposto uso irregular de veículos oficiais por Flávio Dino. A discussão sobre a importância do diploma para jornalistas e a liberdade de imprensa continua atual e relevante.
