Justiça Federal trancou ação penal contra ex-tesoureiro do PT na Operação Rizoma da Lava Jato por falta de provas contra Vaccari.

A Justiça Federal decidiu trancar uma ação penal aberta contra o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, no âmbito da Operação Rizoma, desdobramento da Lava Jato. Essa decisão foi tomada pela desembargadora Maria do Carmo Cardoso, do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região, em Brasília. A denúncia contra Vaccari estava relacionada a suspeitas de desvios nos fundos de pensão dos Correios (Postalis) e do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

O advogado de Vaccari, Luiz Flávio Borges D’Urso, ingressou com um habeas corpus alegando que a denúncia se baseava apenas nos depoimentos de delatores, sem apresentar elementos que comprovassem as acusações feitas contra seu cliente. Segundo o advogado, não havia justa causa para a abertura da ação penal, e por isso buscou o trancamento do processo no Tribunal Regional Federal da 1.ª Região.

O juiz David Wilson de Abreu Pardo, da 12.ª Vara Criminal do DF, cumpriu a decisão nesta terça-feira, determinando que a ação penal fosse arquivada e os réus beneficiados fossem retirados do processo. Essa medida encerrou um constrangimento ilegal a que Vaccari estava sendo submetido.

A Operação Rizoma resultou na denúncia de 16 pessoas por diferentes crimes, como lavagem de dinheiro, corrupção passiva e ativa, tráfico de influência e organização criminosa. O empresário Arthur Mario Pinheiro Machado, conhecido como Rei Arthur, foi apontado como líder de um esquema de desvios nos fundos de pensão, enquanto Vaccari foi acusado de receber propina no valor de R$ 1 milhão do empresário. Ambos têm negado as acusações feitas contra eles.

Essa decisão da Justiça Federal novamente coloca em destaque as ações e desdobramentos da Operação Lava Jato, repercutindo não apenas nos meios jurídicos, mas também na esfera política e social do país.

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