O rapper encontra-se detido desde a última quarta-feira, 15 de novembro, em decorrência da Operação Narcofluxo, uma ação da Polícia Federal que visa desmantelar atividades ilícitas relacionadas à lavagem de dinheiro. MC Poze do Rodo foi preso em sua residência, no Recreio dos Bandeirantes, e inicialmente encaminhado à Superintendência da PF no Rio, antes de ser transferido para o presídio de Benfica, onde permanece à disposição da Justiça.
Ele é investigado por supostamente fazer parte de uma organização criminosa dedicada a movimentações financeiras ilegítimas. O caso envolve o uso de criptoativos em transações que transcendiam as fronteiras brasileiras, além de operar no exterior. A dimensão dos crimes a que ele é associado é alarmante, com a suspeita de que essa organização teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão em atividades ilegais, o que levanta sérias questões sobre a segurança financeira e a regulamentação de moedas digitais no Brasil.
Além de MC Poze do Rodo, a operação também resultou na prisão de outros indivíduos, como MC Ryan SP e Raphael Sousa Oliveira, conhecido por ser o criador do site Choquei. As autoridades têm concentrado esforços na desarticulação dessa rede ampla, que parece estar profundamente enraizada na cena financeira e cultural do país.
O advogado de defesa de Poze do Rodo, Fernando Henrique Cardoso Neves, manifestou preocupação quanto à falta de transparência no processo. Segundo ele, sua equipe ainda não teve acesso ao conteúdo detalhado das acusações que fundamentam a prisão de seu cliente. Neves ressalta que, até o momento, nem os agentes da Polícia Federal no Rio têm conhecimento completo sobre os detalhes da investigação, uma vez que se limitaram ao cumprimento de mandados, sem acesso a informações adicionais que pudessem esclarecer as premissas da ação judicial.






