A ação legal aponta para uma rede articulada de parlamentares, que apoiam o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Essa rede, segundo os partidos, estaria utilizando a tecnologia de deep fake para criar e compartilhar conteúdos artificiais que visam a deslegitimar e difamar Lula. Uma das principais preocupações expressas na representação é que a continuidade desse tipo de conteúdo nas mídias sociais fere as normas estabelecidas pelo TSE, que proíbe explicitamente a veiculação de informações fraudulentas.
Os representantes da federação argumentam que a atuação desses parlamentares, que possuem forte presença digital, resulta em um incentivo para a criação de perfis anônimos. Esses perfis têm a função única de atacar a imagem do ex-presidente e do Partido dos Trabalhadores, transformando o conteúdo ofensivo em algo que ganha respaldo e visibilidade através de páginas oficiais de figuras políticas. A ação citou a presença de 32 perfis nas redes sociais que, em conjunto, acumulam cerca de 1,4 milhão de seguidores e já realizaram 23,8 mil publicações.
Para a Federação Brasil da Esperança, as postagens anônimas criam uma falsa percepção de rejeição massiva em relação a Lula, o que não representa, segundo eles, um fenômeno genuíno do debate público. Diante deste cenário, os partidos solicitaram ao TSE não apenas a remoção das postagens irregulares, que têm disseminado desinformação, especialmente nas plataformas Instagram e TikTok, mas também a preservação dos dados dos autores dos perfis anônimos para que possam ser identificados posteriormente. O relator da ação é o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que agora analisará os pedidos feitos pela federação em um período eleitoral já conturbado e repleto de disputas acirradas.
