O assassinato de Fernando Iggnácio ocorreu em 2020 no estacionamento de um heliponto localizado no Recreio dos Bandeirantes. Na ocasião, Iggnácio havia retornado de sua casa de praia, em Angra dos Reis. A execução do contraventor, filho do conhecido bicheiro Castor de Andrade, revelou a complexa teia de rivalidades e disputas de poder no submundo do jogo do bicho.
Durante a sessão, o juiz Thiago Portes Vieira de Souza destacou a integralidade da participação de Rodrigo no crime, ressaltando o vasto arsenal encontrado em seu apartamento, que incluía quatro fuzis e uma grande quantidade de munições. Essa evidência reforçou a conclusão do júri sobre o papel central que o ex-policial teve na execução do crime, revelando uma traição a seus deveres como agente de segurança pública.
Em sua decisão, o magistrado também enfatizou a gravidade da conduta do réu, que mesmo ativo na Polícia Militar, utilizou seus conhecimentos profissionais para cometer um crime brutal. O juiz observou como a traição e a violação do dever militar tornaram a situação ainda mais alarmante.
Além de Rodrigo, outros dois indivíduos, os irmãos Pedro e Otto D’Onofre Andrade, também estavam implicados no crime, mas decidiram dispensar seus advogados no início do julgamento. Essa escolha resultou na necessidade de constituir uma nova defesa e marcar uma nova data para o processo, evidenciando as complicações legais que cercam o caso.
O assassinato de Iggnácio é parte de uma longa e sangrenta disputa familiar sobre o controle do jogo do bicho. Ele era genro de Castor de Andrade, e foi executado em um ambiente de violência entre grupos que disputam poder e influência. Foi informado que o bicheiro Rogério de Andrade, primo de Iggnácio, é considerado o mandante do crime. Essa rivalidade gerou uma série de outros assassinatos nos últimos anos, com repercussões trágicas para várias famílias envolvidas.
