JUSTIÇA – Ex-comandante da Marinha é preso em academia após condenação de 24 anos por conspiração golpista; ex-ministros também detidos em várias operações policiais.

Na manhã da última terça-feira, 25, o almirante Almir Garnier, que já ocupou o cargo de comandante da Marinha do Brasil, foi preso em Brasília enquanto se exercitava em uma academia. Essa detenção ocorreu após uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que decidiu pela execução da pena de 24 anos imposta ao militar, devido à sua ligação com uma trama golpista.

A captura de Garnier faz parte de uma série de prisões de figuras proeminentes no contexto da política brasileira, todos envolvidos em ações que atentaram contra a democracia do país. Na sequência dessas prisões, foram realizadas audiências de custódia pelo STF na quarta-feira, 26, onde os presos confirmaram a legalidade das prisões efetuadas pelos agentes da Polícia Federal, não reportando qualquer irregularidade durante o processo.

Entre os outros capturados, destaca-se o general Augusto Heleno, who foi detido na residência de sua filha. O ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, também foi preso em sua casa, enquanto o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, estava em seu escritório de advocacia no momento de sua detenção. É relevante mencionar que o ex-presidente Jair Bolsonaro já se encontrava sob custódia, tendo recebido um mandado de prisão definitiva na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O mesmo se aplica ao general Walter Braga Netto, que está detido desde o ano passado nas instalações da Vila Militar, no Rio de Janeiro.

As penas e os locais de detenção dos envolvidos na referida ação são variáveis, com Bolsonaro enfrentando a pena mais severa de 27 anos e três meses. As prisões de figures como Garnier e os generais Heleno e Nogueira evidenciam a gravidade e as consequências legais das ações dos ex-membros do governo e militares que desafiaram a ordem constitucional.

Os desdobramentos desse caso revelam uma fase crítica para a Justiça brasileira, onde a responsabilização não apenas de líderes políticos, mas também de altos oficiais militares, sinaliza um compromisso com a manutenção da ordem democrática no país. A situação continua a gerar debates intensos sobre segurança institucional e os limites da atuação militar em temas políticos.

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