A captura de Garnier faz parte de uma série de prisões de figuras proeminentes no contexto da política brasileira, todos envolvidos em ações que atentaram contra a democracia do país. Na sequência dessas prisões, foram realizadas audiências de custódia pelo STF na quarta-feira, 26, onde os presos confirmaram a legalidade das prisões efetuadas pelos agentes da Polícia Federal, não reportando qualquer irregularidade durante o processo.
Entre os outros capturados, destaca-se o general Augusto Heleno, who foi detido na residência de sua filha. O ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, também foi preso em sua casa, enquanto o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, estava em seu escritório de advocacia no momento de sua detenção. É relevante mencionar que o ex-presidente Jair Bolsonaro já se encontrava sob custódia, tendo recebido um mandado de prisão definitiva na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O mesmo se aplica ao general Walter Braga Netto, que está detido desde o ano passado nas instalações da Vila Militar, no Rio de Janeiro.
As penas e os locais de detenção dos envolvidos na referida ação são variáveis, com Bolsonaro enfrentando a pena mais severa de 27 anos e três meses. As prisões de figures como Garnier e os generais Heleno e Nogueira evidenciam a gravidade e as consequências legais das ações dos ex-membros do governo e militares que desafiaram a ordem constitucional.
Os desdobramentos desse caso revelam uma fase crítica para a Justiça brasileira, onde a responsabilização não apenas de líderes políticos, mas também de altos oficiais militares, sinaliza um compromisso com a manutenção da ordem democrática no país. A situação continua a gerar debates intensos sobre segurança institucional e os limites da atuação militar em temas políticos.









