As medidas cautelares que Mendes descumpriu foram impostas em decorrência de sua prisão em flagrante, que ocorreu após ele ser acusado de furtar obras de arte e diversos outros objetos de um hotel e de um escritório de arquitetura. O pedido de prisão preventiva do empresário se baseia em um histórico de desobediência às determinações judiciais, com o MPRJ tendo já instaurado uma denúncia contra ele por crimes de furto qualificado e adulteração de identificação de veículos em maio de 2025.
Os delitos ocorreram no dia 25 de abril do mesmo ano. Mendes utilizou de estratégias enganosas para cometer os furtos, como se passar por entregador de aplicativo para roubar uma obra de arte, que foi colocada em uma bolsa de entregas. No mesmo dia, ele se apresentou como eletricista em um escritório de arquitetura, onde furtou quadros, uma mesa digitalizadora e até duas carteiras contendo dinheiro.
Ainda segundo os autos, o ex-CEO foi responsável pelo furto de esculturas e pinturas de estabelecimentos como o Hotel Hyatt, na Barra da Tijuca, e de um escritório localizado no Casa Shopping. Após um período detido, Mendes foi colocado sob medidas cautelares, que incluíam monitoramento eletrônico e a proibição de deixar a cidade sem autorização judicial, além da obrigação de apresentar relatórios médicos mensais.
Entretanto, a Promotoria destacou que os eventos recentes no Ceará, aliados à falta de encaminhamento de relatórios médicos desde setembro, evidenciam a continuidade do descumprimento das obrigações impostas ao réu. Essa conduta reiterada foi considerada um desrespeito claro às ordens judiciais, fundamentando assim o pedido de prisão preventiva, que foi rapidamente acatado. A situação destaca não apenas a fragilidade das medidas cautelares em casos de delitos sérios, mas também a vigilância contínua que o sistema de justiça deve exercer para garantir a ordem e a segurança.







