Rangel, que foi preso no último dia 5, no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, estava em posse de documentos falsificados e com a tornozeleira eletrônica descarregada. A prisão preventiva, solicitada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) no dia anterior, é uma resposta ao descumprimento das medidas cautelares que lhe foram impostas anteriormente.
As medidas em questão foram estabelecidas após a prisão de Rangel, onde ele foi acusado de furto qualificado de obras de arte e outros bens, que teriam sido subtraídos de um hotel e de um escritório de arquitetura. O empresário já havia sido denunciado pelo MPRJ em maio de 2025, enfrentando acusações que envolvem furto qualificado e adulteração de identificação de veículo.
A defesa de Rangel, representada pelo advogado Vicente Donnici, contestou as alegações, afirmando que seu cliente não desrespeitou as condições cautelares, uma vez que não havia permanecido fora do Rio por mais de 30 dias sem a devida comunicação aos órgãos competentes. Segundo a defesa, Rangel teria se deslocado ao Ceará no dia 29 de dezembro do ano passado. Além disso, o advogado argumentou que não há evidências concretas de que a tornozeleira eletrônica estivesse realmente desligada, defendendo que, se isso ocorreu, não foi um ato intencional.
O juiz, no entanto, ressaltou que os relatórios de monitoramento da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) indicam reiteradas violações por parte do réu, o que contribuiu para a decisão de expedir o mandado de prisão. Assim, Rangel deverá ser encaminhado de volta ao Rio de Janeiro para dar seguimento aos trâmites legais relacionados ao caso. O desfecho dessa situação levanta questões sobre a responsabilidade e as consequências legais enfrentadas por empresários em casos de desvio de conduta.







