A prisão de Martins foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Na última terça-feira, Moraes havia solicitado que a defesa do ex-assessor apresentasse explicações sobre uma possível violação das medidas cautelares que lhe foram impostas. A decisão de Moraes se baseou em evidências de que Martins utilizou suas redes sociais, desconsiderando as proibições em vigor. O ministro não hesitou em apontar que essa ação demonstrava não apenas desrespeito pelas regras estabelecidas, mas também uma clara desconsideração pelo sistema jurídico brasileiro.
Em defesa do seu cliente, o advogado de Martins, Jeffrey Chiquini, rejeitou as alegações feitas pelo STF e afirmou que o ex-assessor havia cumprido todas as condições impostas de maneira exemplar. Segundo ele, nunca houve qualquer advertência ou notificação sobre descumprimento de ordens judiciais. Chiquini argumentou que a punição ocorria sem que Martins tivesse praticado qualquer ato ilícito e ressaltou que a decisão do ministro Moraes poderia ser interpretada como uma ação motivada por rancor, sugerindo que a prisão é mais um passo para a execução da pena, que tem sido desejada desde 2019.
A prisão de Filipe Martins marca um capítulo significativo no contexto político brasileiro, levando à reflexão sobre a relação entre os poderes e o papel da Justiça em casos de figuras políticas controversas. A situação promete desdobramentos não apenas para Martins, mas também para o cenário político mais amplo, onde questões ligadas à legalidade e à ética estão em evidência.
