Na última sexta-feira, dia 30, Turra foi detido pela Polícia Civil, e sua prisão foi mantida após uma audiência de custódia realizada no sábado. O juiz responsável pelo caso determinou que o empresário permaneça em uma cela isolada, uma decisão justificada pelo risco à sua integridade física, considerando a notoriedade do caso. Esta medida gerou reações críticas, especialmente por parte da defesa do jovem agredido, que expressou seu descontentamento com a sensação de privilégio que o acusado pode estar recebendo, alegando que seu status social e as conexões familiares em Brasília influenciam o tratamento judicial. Em nota, a defesa enfatizou que “a justiça deve ser igual para todos”, pedindo equidade e respeito às vítimas.
Por outro lado, a defesa de Turra apresentou uma narrativa distinta, alegando que o jovem enfrentou ameaças de morte e denunciando que os policiais envolvidos na prisão desrespeitaram normas judiciais ao expor o acusado de maneira degradante e potencializando riscos à sua segurança.
Este não foi um caso isolado para o empresário. Pouco tempo após a agressão que o levou à prisão, ele havia sido libertado ao pagar uma fiança de R$ 24 mil, respondendo ao processo em liberdade. No entanto, novas provas foram apresentadas pela polícia, revelando que Turra está vinculado a outros incidentes de violência, incluindo o uso de um taser contra uma adolescente para forçá-la a beber durante uma festa. Após estas alegações, sua associação com a Fórmula Delta, uma competição de automobilismo, foi encerrada.
Este caso não apenas levanta questões sobre a violência entre os jovens, mas também suscita um debate importante sobre como o sistema judicial lida com indivíduos de diferentes classes sociais diante da lei.
