Justiça Eleitoral de Alagoas Suspende Nova Pesquisa por Irregularidades e Reforça Vigilância sobre Levantamentos no Estado

A Justiça Eleitoral de Alagoas tem demonstrado crescente rigor na fiscalização das pesquisas eleitorais, resultando na suspensão de novas investigações por irregularidades em sua execução. No último sábado (25), uma decisão do juiz Sanderson Ferreira da Paz determinou a proibição da divulgação da pesquisa identificada como nº AL-09299/2026, realizada pelo Instituto DataTrends. A determinação partiu da constatação de que este levantamento se tratava, na verdade, de uma reedição de uma pesquisa previamente suspensa, sem a devida correção das falhas que já haviam sido apontadas.

Entre as inconsistências relatadas, destacam-se problemas no plano amostral, fragilidades na delimitação territorial e a notável falta de mecanismos de verificação dos entrevistados. A preocupação do magistrado se baseou no entendimento de que, embora as pesquisas eleitorais possam servir de barômetros para a opinião pública, sua divulgação sem a devida rigorosidade pode provocar impactos diretos e irreversíveis no eleitorado. Essa justificativa levou à suspensão cautelar, reafirmando a necessidade de um controle mais rigoroso sobre a utilização de dados que influenciam o cenário político.

Essa decisão não é um caso isolado; se insere em uma sequência de determinações do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL). Em outra ocasião, o desembargador Antonio José de Carvalho Araújo proibiu de forma definitiva a pesquisa nº AL-03400/2026, conduzida pelo Instituto Verita Ltda., resultando em uma multa de R$ 53.205,00, atendendo a uma ação movida pelo MDB no estado. As irregularidades apontadas incluíam discordâncias entre os dados de renda relatados e a amostra final, além de falhas na delimitação territorial, que utilizava referências genéricas como “todos os bairros”, muito distante das exigências do Tribunal Superior Eleitoral.

Outro caso relevante foi a suspensão da pesquisa nº AL-05611/2026, realizada pela empresa Falpe Pesquisas, que se concentrou apenas na Região Metropolitana de Maceió, desconsiderando o vasto eleitorado do interior ao tratar de cargos de relevância estadual. Essa limitação na metodologia foi vista como capaz de comprometer a representatividade dos resultados, potencialmente distorcendo a percepção do eleitor.

Essas ações demonstram um compromisso do Judiciário em garantir que as informações apresentadas ao eleitorado sejam verdadeiramente representativas e estejam em conformidade com a legislação vigente, protegendo assim a integridade do processo eleitoral.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo