Laudos preliminares indicam que o material vazado alcançou o Córrego Água Santa e o Rio Maranhão, um afluente significativo do Rio Paraopeba, responsável por abastecer uma parte considerável da região metropolitana de Belo Horizonte. Esses dutos hídricos são essenciais para a comunidade local, e qualquer contaminação pode ter impactos devastadores tanto para o meio ambiente quanto para a saúde pública.
O advogado Cristiano Volpe, que representa os proprietários, enfatiza a necessidade de urgência na análise da ação, lembrando o histórico sombrio da Vale em Minas Gerais. Nos últimos anos, o estado tem sofrido com tragédias ambientais, sendo palco de rompimentos de barragens que resultaram não só em perdas materiais, mas também em vidas. O exemplo mais marcado é o desastre de Brumadinho, que ocorreu há exatamente sete anos, quando a barragem da Mina Córrego do Feijão se rompeu, resultando na morte de 270 pessoas, incluindo grávidas, e na devastação de diversas comunidades.
Recentemente, na última sexta-feira, a Justiça de Minas Gerais rejeitou o pedido da Advocacia-Geral do Estado para o bloqueio dos R$ 1 bilhão, considerando-o prematuro. O juiz responsável pelo caso argumentou que ainda não foi realizado um levantamento adequado dos danos e das indenizações que deverão ser pagas, o que impede a adoção de medidas tão drásticas neste momento. Essa negativa gera incertezas sobre as próximas etapas do processo judicial e levantamento de responsabilidades, em um contexto marcado por uma crescente preocupação ambiental e social.







