JUSTIÇA – Donos de clínica e familiar de paciente são denunciados por morte após internação em Marechal Deodoro – com Jornal Rede Repórter

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) denunciou três pessoas pela morte de uma paciente em uma comunidade terapêutica em Marechal Deodoro. Entre os denunciados estão os proprietários da unidade, Maurício Anchieta de Souza e Jéssica da Conceição Vilela, além de Soraya Pollyanne dos Santos Farias, tia da vítima.

Segundo a denúncia, Cláudia Pollyanne Farias de Santana morreu em agosto de 2025 após permanecer internada na Comunidade Terapêutica Luz e Vida. O MP sustenta que ela foi submetida a uma rotina de agressões físicas, contenções e administração de medicamentos sem acompanhamento médico adequado.

De acordo com o laudo pericial, a vítima apresentava múltiplas lesões compatíveis com episódios repetidos de violência. Testemunhas relataram que internos eram submetidos a castigos físicos e a um ambiente considerado coercitivo.

A investigação também aponta que, após o fim do contrato inicial de internação, Cláudia teria sido mantida no local contra a própria vontade, sem respaldo médico e sem comunicação formal às autoridades, o que, segundo o MP, configura cárcere privado.

No caso de Soraya Pollyanne, o Ministério Público entende que houve participação ao permitir a permanência da vítima na unidade mesmo após o término do vínculo contratual.

Outro ponto destacado na denúncia é o uso de medicamentos psicotrópicos em níveis considerados elevados, o que teria reduzido a capacidade de reação da paciente durante o período em que esteve internada.

Além desse caso, Maurício Anchieta e Jéssica Vilela já se encontram presos em decorrência de outras investigações conduzidas pela Polícia Civil, que apuram crimes como estupro de vulnerável, maus-tratos e exercício ilegal da medicina. No caso de Jéssica, há apuração sobre possível omissão diante das condutas investigadas.

O Ministério Público também solicitou à Justiça a decretação da prisão preventiva dos acusados neste processo, além de medidas como busca e apreensão e quebra de sigilo de dados.

O caso segue sob análise do Judiciário.

Sair da versão mobile