Essa batalha judicial teve início quando um grupo de credores começou a contestar as propostas consideradas humilhantes apresentadas pela Organização Arnon de Mello para quitação de dívidas trabalhistas. No caso específico do ex-funcionário, a Justiça determinou que as cotas pertencentes a Collor, avaliadas em cerca de R$ 422 mil, fossem transferidas como pagamento da dívida trabalhista.
A perda do controle acionário das Gazetas representa um golpe significativo para Collor, que por décadas dominou o setor de comunicação em Alagoas através de sua holding. Diante desse revés, o departamento jurídico do ex-senador tentou um acordo de conciliação com o trabalhador, com o objetivo de reverter a decisão e recuperar as ações.
Além da questão das Gazetas, Collor também enfrenta outra batalha jurídica envolvendo uma chácara de luxo em Campos do Jordão, que foi penhorada em um processo trabalhista movido por outro credor insatisfeito com os acordos propostos pelo ex-presidente.
Essas sucessivas derrotas na Justiça do Trabalho reforçam um ciclo negativo para Collor, que vem acumulando problemas em relação à recuperação judicial de suas empresas, com alegações de atrasos, calotes e propostas desrespeitosas de pagamento por parte de ex-funcionários e credores. O futuro do controle das Gazetas permanece incerto, e o ex-presidente enfrenta um cenário adverso tanto no campo jurídico quanto no empresarial. Como diz o ditado popular, “a água já começou a bater no pescoço”, e o império construído por Collor em Alagoas está ameaçado.







