Justiça do Rio anula multas ambientais de R$ 16 milhões contra Neymar por construção de lago em sua mansão em Mangaratiba.

A Justiça do Rio de Janeiro tomou uma decisão importante ao anular uma série de multas ambientais, que totalizam R$ 16 milhões, impostas ao famoso jogador Neymar Jr. A penalização estava ligada à construção de um lago artificial em sua mansão localizada em Mangaratiba, na Costa Verde fluminense, e ocorreu em 2023.

O desdobramento foi decidido pelo juiz Richard Fairclough, que atua na Vara de Mangaratiba. Em sua análise, o magistrado concluiu que a prefeitura local não possuía a competência necessária para exigir o licenciamento ambiental ou para autuar o atleta. De acordo com Fairclough, a responsabilidade sobre questões ambientais dessa natureza deve ser atribuída a um órgão estadual, especificamente ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

A defesa de Neymar sustentou que a obra em sua propriedade possui um caráter estritamente privado e que não apresentava riscos de poluição ou danos ao meio ambiente. Durante o julgamento, o juiz também ressaltou que as multas foram fundamentadas em evidências que incluíam vídeos e denúncias, mas sem a devida fiscalização que pudesse validar os conteúdos apresentados. Além disso, o magistrado identificou a ausência de comprovações concretas que demonstrassem danos ambientais decorrentes da construção.

Com a anulação das multas, todos os autos de infração e as penalidades que haviam sido aplicadas ao atleta foram considerados sem efeito. Em contrapartida, a prefeitura de Mangaratiba foi condenada a arcar com as despesas processuais e os honorários advocatícios referentes à defesa de Neymar. No entanto, a administração municipal ainda detém a possibilidade de recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça do estado, o que pode estender a disputa legal por mais tempo.

Essa decisão não apenas afeta diretamente a vida do jogador, mas também levanta questões sobre a atuação das autoridades locais em relação a licenças ambientais e a fiscalização de obras que, à primeira vista, podem parecer inofensivas. O caso se insere em um contexto amplo de debate sobre responsabilidade ambiental e a gestão de áreas urbanas e rurais, que é essencial em um país com a biodiversidade do Brasil.

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