O terrível crime ocorreu entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, resultando na morte de 10 membros da mesma família. Os réus visavam tomar posse de uma chácara avaliada em R$ 2 milhões, localizada em Itapoã, DF. Gideon, que prestava serviços na propriedade, foi apontado como um dos principais arquitetos do plano. Em suas confissões iniciais, ele admitiu ter colaborado com Horácio Carlos Ferreira Barbosa na execução da chacina, alocando as vítimas em uma casa antes de eliminá-las. No entanto, em julgamento, Gideon alegou ter sido forçado a confessar sob tortura.
Horácio, que também trabalhava na chácara, desempenhou um papel ativo nos assassinatos, enganando as vítimas com um assalto fictício e participando da ocultação dos corpos. Ele foi condenado a 300 anos e seis meses de prisão. Carlos Henrique Alves da Silva, o último a ser preso entre os cinco, também fez parte da rendição de uma das vítimas e deverá cumprir dois anos de reclusão, embora tenha sido absolvido de uma das mortes.
Carlomam dos Santos Nogueira, que admitiu sua participação após ficar foragido, obteve uma pena de 351 anos pela execução dos crimes, enquanto Fabrício Silva Canhedo, que supervisou o cativeiro, foi condenado a 202 anos e seis meses de prisão. Ao longo do julgamento, as testemunhas foram convocadas para relatar os horrores do caso e o Ministério Público apresentou evidências contundentes, culminando na longa e complexa litigação.
Os jurados ouviram um total de 18 testemunhas, e as discussões entre as partes duraram quase sete horas. Os réus enfrentaram acusações por homicídio qualificado, latrocínio, ocultação de cadáver, extorsão mediante sequestro, associação criminosa e corrupção de menor. O caso se tornou um triste símbolo da violência extrema que pode surgir de disputas territoriais, revelando a tragédia das vidas ceifadas por um desejo desenfreado de posse.
Esse episódio não só chocou a comunidade local, mas também serviu como um lembrete sombrio das possíveis consequências grotescas que podem advir de conflitos relacionados a bens, especialmente quando envolvidos por interesses financeiros. O Tribunal do Júri de Planaltina, com este caso, estabelece um marco significativo na luta contra a impunidade e na busca por justiça diante de crimes hediondos.







