O partido expressou preocupação ao afirmar que a publicação de Bilynskyj lança uma ligação inverídica entre Lula, o PT e organizações criminosas, sem oferecer qualquer evidência para sustentar tal afirmação. O PT argumentou que essas acusações poderiam causar um “grave abalo” na honra e na imagem institucional da legenda e de seu líder. Além disso, a instituição salientou que o deputado já havia realizado postagens semelhantes em períodos anteriores, caracterizando um padrão de comportamento que se encaixaria em uma “campanha sistemática de desinformação”. Essa estratégia, segundo o partido, é ainda mais prejudicial em tempos eleitorais, podendo causar “danos irreparáveis”.
No vídeo em questão, o deputado afirma que “o narcotráfico da América Latina financia a esquerda da América Latina, incluindo o PT e o Lula”. Bilynskyj também faz menção ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, insinuando que ele poderia “delatar” a ligação do PT com o narcotráfico, tanto no Brasil quanto internacionalmente. O material gerou uma grande repercussão nas redes sociais, acumulando mais de um milhão de visualizações e 19 mil compartilhamentos.
Analisando o caso, o juiz responsável pelo processo concluiu que a postagem ultrapassava os limites da crítica política, configurando um potencial ilícito civil ao imputar um crime sem provas concretas. Para o magistrado, a veloz disseminação desse tipo de conteúdo nas redes sociais representa um risco significativo e imediato para a reputação do partido, justificando, assim, a retirada do vídeo da plataforma social. Essa decisão destaca a crescente preocupação do Judiciário com a disseminação de informações falsas e seus impactos na democracia e na integridade das instituições.
