Durante a sessão plenária do TRE-AP, foi apresentado o depoimento de um cirurgião-dentista que confirmou ter realizado o procedimento estético em Silvia Waiãpi, recebendo o pagamento da deputada. Além disso, o Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou recibos no valor total de R$ 9 mil, reforçando a prática irregular da parlamentar.
Após a cassação do mandato, a parlamentar, que também atende pelo nome civil de Silvia Nobre Lopes, foi procurada pela imprensa para comentar sobre a decisão do tribunal, mas até o momento não se pronunciou sobre o assunto.
Silvia Waiãpi, de 48 anos e natural de Macapá, se autodeclara mãe, avó, indígena, militar e republicana conservadora em suas redes sociais. Com formação em fisioterapia, a deputada já atuou como titular da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) durante o governo de Jair Bolsonaro.
Além da cassação de seu mandato, o nome de Silvia Waiãpi também foi incluído em um inquérito que investiga os eventos ocorridos durante a invasão do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal em janeiro de 2023.
Diante da gravidade das acusações e da confirmação da utilização indevida de recursos públicos para fins pessoais, a cassação do mandato de Silvia Waiãpi se torna mais um capítulo controverso na política brasileira. A decisão do TRE-AP reforça a necessidade de transparência e ética na utilização de verbas destinadas às campanhas eleitorais, a fim de preservar a integridade do processo democrático.
