Além disso, a juíza determinou a soltura de Monique Medeiros, mãe de Henry, citando excesso de prazo na prisão preventiva, um movimento que contrasta com a posição da defesa, que se opôs ao adiamento do processo.
O crime pelo qual os réus respondem ocorreu em 8 de março de 2021, quando Henry foi encontrado sem vida no apartamento onde morava com sua mãe e Jairinho, na Barra da Tijuca. A alegação do casal de que Henry teria sofrido um acidente doméstico foi contestada posteriormente por laudos do Instituto Médico-Legal (IML), que revelaram que o menino apresentava 23 lesões resultantes de agressões violentas.
As investigações realizadas pela Polícia Civil apontaram que o menino era submetido a uma rotina de torturas, e que Monique, como a responsável legal, tinha conhecimento das agressões, mas não tomou providências para proteger o filho. Os dois foram presos em abril de 2021 e acusados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), com Jairinho respondendo por homicídio qualificado e Monique por homicídio por omissão de socorro.
Leniel Borel, pai de Henry, esteve presente no fórum e expressou sua indignação, afirmando que já se passaram cinco anos de luto e espera pela justiça. Ele ressaltou que há mais tempo desde a morte do filho do que o período que conviveu com ele, e clamou pela condenação dos réus, referindo-se a Jairinho e Monique como “monstros”. “O que aconteceu com meu filho naquele apartamento? Eles não vão falar a verdade”, disse Leniel.
O clima no tribunal estava carregado de emoção e expectativa, refletindo a complexidade e gravidade do caso, que choca a sociedade e provoca um clamor por justiça. O advogado de defesa de Jairinho, Rodrigo Faucz, reitera que a falta de acesso adequado às provas compromete o direito à ampla defesa, insinuando que o julgamento poderia ser influenciado pela pressão da opinião pública. Já para a acusação, as provas existentes são claras e incontestáveis, evidenciando a tortura infligida a Henry e a omissão da mãe, que falhou em proteger seu próprio filho.







