Segundo os advogados responsáveis pelo caso, a transferência é fundamentada no argumento de cerceamento de defesa, visando possibilitar que o deputado possa se defender adequadamente no processo de cassação em curso na Câmara dos Deputados. Além disso, a defesa solicitou a desativação do sistema de monitoramento de conversas da penitenciária, alegando que tal prática é ilegal e prejudica a confidencialidade das comunicações entre o acusado e seus advogados.
O advogado Cleber Lopes afirmou que todas as conversas entre Brazão e sua defesa têm sido monitoradas por áudio, vídeo e pela presença de agentes penitenciários, o que viola o direito do réu à assistência jurídica eficaz. A defesa também requereu que Chiquinho Brazão seja ouvido pela Polícia Federal, após o ministro Alexandre de Moraes autorizar o depoimento do ex-chefe de Polícia Civil Rivaldo Barbosa.
Cabe ressaltar que Chiquinho Brazão, seu irmão Domingo Brazão e Rivaldo Barbosa foram denunciados ao Supremo Tribunal Federal pela Procuradoria-Geral da República por homicídio e participação em organização criminosa, todos detidos por ordem de Moraes em relação ao possível envolvimento no assassinato de Marielle Franco.
A defesa de Chiquinho Brazão tem buscado garantir o pleno exercício do direito de defesa do deputado, submetendo solicitações ao STF com o intuito de assegurar a adequada condução do processo legal em que o parlamentar está envolvido.
