Um dos pontos-chave levantados pela defesa de Bolsonaro é a necessidade de acesso total às provas obtidas pela Polícia Federal (PF). Eles alegam que é fundamental aguardar a manifestação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente e delator no caso, antes de se pronunciarem sobre a acusação. Para os advogados, as informações disponíveis até o momento são limitadas e não refletem a totalidade das provas.
A defesa justifica o pedido de um prazo estendido com o argumento de que o processo permaneceu por um período significativo na Procuradoria-Geral da República (PGR) antes da apresentação da denúncia. Caso a solicitação não seja atendida, os advogados solicitaram um prazo dobrado de 30 dias para preparar a defesa de Bolsonaro.
Além disso, o advogado Celso Vilardi, um dos representantes legais do ex-presidente, também declarou que irá requerer a anulação da delação premiada de Mauro Cid. Essa medida evidencia a estratégia da defesa em contestar não apenas o prazo para apresentação da defesa, mas também as provas e testemunhos fundamentais para o desenrolar do caso.
Diante desse cenário, a batalha jurídica entre a defesa de Jair Bolsonaro e o STF promete se intensificar nos próximos dias, à medida que se aguarda uma decisão final sobre a extensão do prazo para apresentação da defesa. A complexidade do caso e a importância dos elementos probatórios reforçam a necessidade de um debate minucioso e justo para garantir os direitos legais de todas as partes envolvidas.







