No recurso, os advogados de Bolsonaro solicitam que o caso seja analisado pelo plenário da Corte, composto pelos 11 ministros, incluindo André Mendonça e Nunes Marques, nomeados durante o governo Bolsonaro.
No mês passado, o pedido para afastar Dino e Zanin do julgamento foi rejeitado pelo presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso. Ele destacou que as situações apontadas pela defesa de Bolsonaro não configuram impedimentos legais para atuação dos ministros.
A defesa do ex-presidente argumenta que Flávio Dino apresentou uma queixa-crime contra Bolsonaro quando era ministro da Justiça e Segurança Pública no início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Já em relação a Zanin, os advogados alegam que ele foi advogado da campanha de Lula e entrou com ações contra a chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022.
Além disso, no mesmo recurso, a defesa de Bolsonaro solicita que seja levantada uma questão de ordem para que o plenário do STF decida sobre o julgamento do caso. As ações de impedimento foram direcionadas a Flávio Dino e Cristiano Zanin por integrarem a Primeira Turma do Supremo, responsável por julgar a denúncia contra Bolsonaro.
Ainda não há uma data definida para o julgamento. No entanto, considerando os trâmites legais, é possível que o caso seja analisado ainda no primeiro semestre de 2025. Se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, Bolsonaro e os demais acusados se tornarão réus e responderão a uma ação penal no STF.