O time de defesa é liderado por profissionais renomados, como Celso Villardi, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser, que se destacam por suas atuações na esfera jurídica e estarão acompanhados por outros advogados e estagiários de três diferentes escritórios legais que prestam assessoramento a Bolsonaro. Este júri será processado pela Primeira Turma da Corte, sob a supervisão do relator Alexandre de Moraes, juntamente com os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.
Os réus são acusados de crimes graves que incluem organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Além disso, há imputações de golpe de Estado, dano qualificado com uso de violência e ameaça grave e a deterioração de patrimônio histórico. Se forem considerados culpados, as consequências podem ser severas, com penas superiores a 30 anos de reclusão em perspectiva, refletindo a seriedade das acusações.
O grupo dos acusados, conhecidos por suas posições de destaque durante o governo de Bolsonaro, inclui figuras como Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), e Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, além de outros ex-ministros e oficiais de alta patente das Forças Armadas e da segurança pública.
Este julgamento poderá não apenas impactar a trajetória legal dos envolvidos, mas também ressoar nas instâncias políticas do país, dada a notoriedade de Bolsonaro e a gravidade das acusações enfrentadas por ele e seus aliados. Com a atenção nacional voltada para o desenrolar dos eventos, o processo promete ser um marco no cenário jurídico brasileiro.